O Novato

Zoe Mitchell era a nerd que ajudava os calouros a se adaptarem à rotina escolar. Ela seria monitora de Harry Styles, o mais recente novato. Entretanto, sua vida ganhou uma reviravolta quando o garoto absurdamente sexy resolveu exercer seu poder sobre ela.

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3. Não....Me desculpe!

Apesar de Harry descartar todas as garotas na primeira ficada, com sua monitora estava sendo um pouco diferente. Antes de levantar para vestir suas roupas, ele encarou a garota ainda confusa com todos os acontecimentos, e deu-lhe um suave beijo nos lábios, acariciando suas costas. A verdade é que para o menino, havia algo que lhe fazia querer tê-la por mais tempo.

Quando Zoe encontrou-se sozinha em casa, percebeu que existiam manchas terríveis de sangue no colchão. Desesperadamente jogou os lençóis sujos no cesto de roupa que havia no banheiro e tomou um longo banho, pensando no quão maravilhoso Harry teria sido na cama. Ele era experiente com isso, e em momento algum a fez sentir vergonha do próprio corpo. Talvez a menina estivesse despertando sentimentos por ele, mas não poderia afirmar tão rapidamente.

No dia posterior, estava Zoe Mitchell terminando de arrumar o armário para assistir à aula de História. Seus olhos procuraram por sinais de Harry. Contudo, o menino parecia não ter chegado ainda. Zoe caminhou para a classe animadamente. Um sorriso bobo preenchia seus lábios. O fato de saber que conseguira alimentar desejos em alguém era extremamente maravilhoso para ela. Além do mais, Harry não se encaixava no restante dos nerds feios do colégio. Muito pelo contrário. Ele era carinhoso, lindo e insuportavelmente sexy.

Dois corpos se escolhiam no final do corredor. A menina estreitou os olhos e andou devagar para observar quem eram. Seu instinto de detetive falou mais alto e logo lágrimas escorreram por suas bochechas, quando avistou Harry Styles a beijar outra garota. Uma das lideres de torcida para ser mais precisa. Zoe mordeu o lábio inferior abafando o choro. Sua expressão permanecia chocada e ela desejou desaparecer do mundo imediatamente. Não era possível que ele estivesse trocando-a. Não depois do que tiveram ontem. Aquilo significou muito para Zoe. O que Harry estava fazendo não merecia perdão.

A menina rastejou para a diretória. Suas mãos tentando cobrir o rosto vermelho. Ela adentrou na sala e sentou-se no sofá de frente à mesa do Sr. Wilson. O homem partiu preocupado para consolar a moça. Seus braços a envolveram, e ela deixou-se permitir o carinho que ele fizera em seus cabelos.

– O que houve Zoe? – o diretor ergueu o rosto da menina com as mãos, encarando as lágrimas que desciam desesperadamente pela face.

– Eu não... – ela soluçava. – Não quero ser monitora do Harry. – enfiou o rosto no peito do homem, chorando.

– O que ele lhe fez?

As cenas de ontem voltaram à tona em seus pensamentos. Mas, não havia coragem o suficiente para contar algo tão íntimo ao diretor do colégio. Nem a própria mãe, Zoe revelara. Isso ficaria guardado somente para ela. Ninguém saberia do seu envolvimento com o desprezível chamado Harry Styles.

– Nada. – ela enxugou os olhos. O homem não poderia suspeitar da crueldade do garoto. – Eu só não quero mais auxiliá-lo. Pode procurar outra pessoa para fazer meu trabalho, diretor? – suplicou.

– Está bem. – se mostrou compreensível. – Falarei com outro aluno. Não se preocupe.

– Oh, obrigada. – ela o abraçou.

– Sente-se bem para retornar à sala de aula?

– Sim senhor.

E Zoe saiu pelos corredores cheios de armários, direcionando-se para sua turma. A professora estava escrevendo no quadro e os alunos anotavam o conteúdo em seus cadernos. Ela simplesmente pediu licença e sentou-se em sua típica cadeira na frente. Olhares se voltaram para a menina. Seu rosto cor de carmim, juntamente com os sinais de choro, fizera render muitos comentários por parte da classe.

Minutos depois, Harry fora chamado para a diretoria, e avisado sobre a troca de monitores. Franziu as sobrancelhas sem entender o real motivo da substituição. Ele gostava do trabalho que Zoe fazia, e não se alegrou quando soube que um garoto tomaria seu lugar como supervisor. O diretor não explicou mais nada e apenas o fez abandonar a sala após o aviso.

O sinal para o intervalo tocou e Zoe arrumou-se para ir à cantina. Um braço a prendeu quando atingiu a porta de saída. Ela tentou soltar-se, porém, Harry a arrastou para um corredor reservado, onde não se via nenhum estudante por ali.

– O que está fazendo? – gritou ela, sentindo que poderia chorar a qualquer momento, estando tão perto de Harry.

– Por que não quer ser minha monitora? – o garoto se aproximou, colando o corpo da menina contra a parede, e logo suas mãos se alocaram no rosto dela, acariciando suavemente.

– Porque não! – tentou o afastar, empurrando seu peito. – Agora me deixe ir!

– Não. – sussurrou, fixando o olhar nos olhos de Zoe. Essa era a terceira parte do corpo que Harry apreciava nela. Em primeiro viria a boca, e o gosto do seu beijo. – O que tivemos não significou nada para você? – e ele jogou toda a chantagem emocional possível. A garota respirou profundamente, sentindo um nó na garganta, que lhe obrigou a despejar uma lágrima.

– Sim, significou muito. Mas parece que para você não. – disse ríspida, enxugando o rosto com as mangas do blazer cinza.

– Como assim? – fez uma careta, recolhendo as mãos. – O que eu fiz?

– Não se faça de burro Harry! – o ódio subiu à bile, dando-lhe toda a coragem que precisava para descontar sua raiva no garoto. – Eu lhe vi beijando uma garota mais cedo. Como pode fazer isso comigo? – disparou.

– Nós não somos namorados, e eu posso ficar com a menina que quiser. – disse com desdém.

– Seu... Seu... – ela cerrou os punhos, a ponto de dar um soco nos lindos olhos verdes de Harry. – Seu Freud! – empurrou-o na parede. – Eu te odeio garoto! Eu te odeio!

Antes que Harry pudesse tomar alguma atitude, Zoe correu para o banheiro, trancando-se em uma cabine. Desabafou toda a mágoa que acumulou-se durante a conversa com o garoto. Ela chorou e jurou para si, que jamais voltaria a entregar-se para alguém. Tampouco a um ser abominável como Harry Styles.

Parado, o garoto pensou o porquê de Zoe ter reagido daquela maneira. Será que ela realmente teria visto o momento em que ele beijou Liza? Será que a forma como o tratou, implicaria dizer que estava sentindo algo por ele? Harry sinceramente não sabia o que fazer. Seus sentimentos ficaram confusos de uma hora para outra. Como se ele não tivesse mais controle sobre. Algo o afligia, deixando-o abalado após descobrir que a moça o odiava.

Não. Ela não podia tê-lo odiado tão repentinamente. Isso era impossível. Harry Styles nunca fora abandonado como um qualquer. Todas sempre rastejaram para ter sequer um instante com ele. Zoe não estragaria a reputação zelada por Harry. Haveria algum meio dele a impedir.

O garoto percorreu todos os corredores do colégio, a fim de encontrar a monitora. Ela não estava na cantina, sala de música, quadra poliesportiva, laboratórios. Zoe parecia ter se teletransportado para outra dimensão, e apagado todas as pistas. Foi quando o menino recordou que ainda não passara nos banheiros femininos. Seria constrangedor se alguém o visse adentrando lá. Entretanto, a maioria das garotas estava a comer ou paquerar com os garotos do time de futebol.

Sem pensar duas vezes, Harry respirou fundo e entrou. Seus olhos não avistaram ninguém, a não ser um par de sapatos pretos, atrás da porta da cabine. Soluços se tornavam audíveis, e logo percebeu que pertenciam a Zoe.

– Zoe? – bateu na porta freneticamente.

– Vá embora Harry! – gritou ela, com a voz chorosa. – Deixe-me em paz!

– Zoe, por favor. Nós precisamos conversar. – pediu calmamente. – Eu posso explicar tudo. – e nem ele sabia a razão de estar agindo assim. Harry jamais esclareceria os motivos que o levaram a procurar outra. Não era do seu feitio.

– Eu já vi o bastante. – choramingou, pondo as mãos no rosto. As cenas ainda estavam martelando em sua mente, e por mais que a menina desejasse esquecer, aquilo não sairia tão cedo dos seus pensamentos.

– Não é o que você está pensando. – o menino passou para a próxima cabine. Rapidamente subiu no vaso sanitário e escalou a parede que dava acesso ao cubículo onde Zoe estava.

– O que pensa que está fazendo? – pronunciou espantada, vendo-o parar em sua frente. Aquele lugar era apertado demais para os dois. Zoe podia sentir facilmente o calor do corpo de Harry, quase ao seu encontro.

– Eu preciso falar com você. – encarou a moça, que prontamente voltou seu olhar para o chão. Zoe estava com vergonha de ter se mostrado fraca e cedido algo tão importante para ela, a um garoto que mal conhecia.

– Não quero ouvir seus argumentos. – disse baixinho.

Harry via o quão frágil a menina estava. Um sentimento de piedade propagou-se nele, e o garoto sentiu-se com o dever de consolar a monitora. Com a mão direita ergueu o rosto de Zoe, revelando olhos e nariz vermelhos. Ele detestava presenciar alguém chorando. Tampouco por sua culpa. A garota se esquivava de seu toque, usando uma postura fria. Harry então a abraçou, prendendo fortemente em seus braços. O cheiro dos cabelos dela invadiu seu olfato. Ele apreciava a fragrância.

– Me desculpe. – sussurrou ele. Segurando agora o rosto da menina com as duas mãos. Seu olhar observando cada traço dos lábios de Zoe. Ele gostaria de voltar a beijar aquela boca.

– Não. – ela o empurrou, fazendo-o sentar no vaso. – Você me usou, Harry. Isso não tem perdão! – e prontamente destravou a porta da cabine. Deixando o garoto perplexo. Apenas tentando digerir as informações.

Harry pôs as mãos na cabeça, confuso. O mundo desmoronava aos poucos, e ele não imaginava os motivos. Era a primeira vez em que se sentia mal por ter ficado com outra garota. O que diabos Zoe estava fazendo com ele? Nunca se viu em uma situação dessas. As palavras da menina machucaram-no profundamente. Como alguém poderia odiá-lo?

E o rapaz permaneceu pensando por alguns minutos, até que o sinal para retornar às salas ecoou, e teve de abandonar o banheiro feminino.

Nas duas ultimas aulas, Harry baixou a cabeça sobre a mesinha da cadeira, e permitiu-se pensar sobre o que tivera feito da sua vida no decorrer dos anos. Sempre teve tudo o que queria. Garotas eram as mais alcançáveis de se obter. Nunca havia namorado nenhuma delas. Muito menos manter um relacionamento que durasse mais que uma noite. Talvez estivesse chegado a hora em que ele teria de acalmar-se e, encontrar alguém para passar uns meses. Nem que fosse somente para obter experiência.

O garoto não estava cansado da rotina que levava. Porém, via a necessidade de experimentar algo novo. Namorar talvez. Harry queria saber como é estar ao lado de uma menina todas as noites. Entender o fundamento de uma relação. Não bastava dormir com alguém e perder totalmente o contato na manhã seguinte. Harry precisava de uma pessoa que se importasse com sua vida. Que o fizesse sentir amado. Alguém que ele pudesse chamar de sua.

Automaticamente o semblante de Zoe permeou seus pensamentos. Sim, ele a queria. Harry desejava que Zoe fosse sua primeira namorada. Certo que sua ficha com ela, não era das melhores. Afinal de contas, a menina agora o detestava. Mas, isso seria apenas mais um desafio. Um desafio que Harry ganharia cedo ou tarde.

Por volta das onze horas da noite, o garoto resolveu caminhar pelas ruas escuras de Londres. O vento estava forte e o som dos galhos se fazia alto o suficiente para assustar. Harry enfiou as mãos nos bolsos da jaqueta de couro preta, enquanto andava rumo à casa de Zoe. Ele estava disposto a vê-la, nem que fosse pelo vidro de sua janela. Havia algo que lhe deixava intrigado. Como fora alimentar sentimentos tão rapidamente por ela?

 A menina dormia tranquilamente em sua cama de casal. Um canguru marrom estava preso em seus braços. E agora seus olhos e nariz não tinham a tonalidade avermelhada. Talvez estivesse melhor após os acontecimentos da manhã.

Com habilidade Harry escalou o muro e logo subiu os degraus da escada que levavam à varanda do quarto. Suas mãos desembaciaram o vidro, avistando a rosto sereno da garota. Um sorriso se fez no rosto do rapaz, porém mudou logo de expressão quando sentiu o frio da madrugada atingir seu cabelo, fazendo-o tremer. A porta estava destravada. O que facilitou a entrada de Harry. Ele caminhou em passos lentos pelo quarto, retirando a jaqueta e os sapatos, e abandonando-os próximo ao criado-mudo.

A adrenalina percorria em suas veias. Ainda não se tocara de que estava invadindo a residência de alguém, somente para ter alguns poucos minutos com uma garota, que provavelmente nunca voltaria a gostar dele.

Afastou a coberta devagar, sem fazer barulho. Seu corpo se colou ao da menina, puxando-a cada vez mais para perto. Sua pele era quente, e Harry percorreu os braços da garota com o toque gelado dos dedos. Ela estremeceu e abraçou o bichinho de pelúcia. O menino sorriu e entrelaçou a cintura de Zoe, descansado o queixo em seu ombro. A sensação de estar com alguém era prazerosa para Harry. Ele queria mais. Mais do que dormir com Zoe. Talvez ele realmente estivesse se interessando por ela.

Ao amanhecer, o garoto tratou de acordar mais cedo. Zoe estava agora com a cabeça sobre seu peito, e um dos braços envolveu sua cintura. Fazia bastante tempo que Harry não dormia abraçado com alguém. Por minutos ficou a observar o semblante calmo da moça. Com leveza desenhou os lábios dela com o polegar. Ela se remexeu e umedeceu os lábios.

– Zac? – resmungou Zoe, ainda com os olhos fechados.

Um riso foi abafado por Harry. Ele realmente estava achando engraçado ver que a menina o confundia com Zac Efron.

– Hum? – gemeu em seu ouvido. Seria o momento perfeito para o garoto se aproveitar da situação.

– Me beije Zac. – pediu ela, quase sem fôlego.

Harry sorriu alegremente e se ajeitou na cama para beijar a garota. Seu corpo por cima do dela. Ele então olhou novamente para o rosto de Zoe, e inclinou-se tocando sua boca. A garota correspondeu ao beijo, imaginando que neste momento estaria a sós com seu ídolo. Não havia pressa por parte de ambos. Harry gostava do quão delicado a menina o beijava. Logo as mãos dela enrolaram-se no pescoço dele, e acariciaram seus cabelos. Foi quando o beijo finalmente se quebrou, e Zoe abriu os olhos rapidamente.

– Harry? – pronunciou espantada.

– Oi. – ele sorriu, retirando uma mecha de cabelo do rosto da moça.

– Ai meu Deus! – gritou ela. – Como entrou no meu quarto? – o empurrou para o outro lado da cama.

– A porta da varanda estava aberta. – deu de ombros.

– O que fez comigo? – Zoe se levantou assombrada, simulando milhões de cenas que poderiam ter acontecido entre Harry e ela, durante a noite. – Não me diga que nós... – fechou os olhos, se preparando para ouvir o pior.

– Nós não fizemos nada. – o garoto riu. A menina deu um suspiro aliviado e pegou uma das almofadas, atirando-a sobre a cabeça de Harry. – Ei, porque está fazendo isso? – tentou desviar dos golpes.

– Nunca mais invada a minha casa! – ela o batia com rapidez, enquanto o rapaz parecia se divertir com aquilo. – Entendeu Harry Styles?

– Sim, eu entendi. – murmurou, fazendo algumas caretas. Harry então puxou o travesseiro das mãos de Zoe, fazendo-a cair sobre ele. Apressadamente prendeu a moça pela cintura, evitando que ela escapasse.

– Me solta Harry. – Zoe se contorcia, apoiando-se nos ombros do rapaz. – Eu vou gritar. Estou avisando. – ameaçou.

– Vamos lá. Grite o quanto quiser. Afinal de contas ninguém vai ouvir, além dos seus pais.

– Céus, os meus pais! – arregalou os olhos, desistindo de lutar contra Harry. Sim, ele era muito mais forte, e não a largaria tão facilmente. – Você tem de ir embora. Minha mãe não pode lhe ver aqui. – sussurrou, encarando o garoto, que permanecia sorrindo como um idiota.

– Seria demais para ela, saber que a filha dormiu com um colega de escola? – ergueu a sobrancelha, mordendo o canto do lábio inferior.

– Eu não dormir com você! – o repreendeu, dando-lhe um tapa na cabeça.

– Nós podemos omitir alguns fatos. – suas mãos levantaram a camisa do pijama de Zoe, acariciando as costas quase nuas da garota.

– Seu pervertido! – ela o empurrou em vão. – Não se atreva a mentir para os meus pais ou eu... – apertou os olhos, lançando um olhar mortal.

– Ou o quê? – perguntou com desdém, enfiando os polegares no elástico da calça de pijama. – Vai me bater de novo com uma almofada?

– Não! Será algo muito pior. – e Zoe tentando a qualquer custo afastar-se de Harry. As mãos dele já alcançavam seu bumbum, e agora o apalpava devagar. – Me larga Harry, por favor. – falava baixinho, para não chamar a atenção dos pais.

– Está bem, mas com uma condição. – ele cessou os movimentos, recolhendo as mãos do traseiro da moça e retornando a envolver seu corpo.

– Que condição? – rolou os olhos, já suspeitando as barbaridades que iriam sair da boca de Harry.

– Namore comigo.

– O quê? – ela gritou mais alto do que deveria. – Está louco?

– Eu só quero que seja minha namorada. Estou agindo como um louco em lhe pedir isso? – indagou sério.

– Eu diria que está precisando de tratamentos psicológicos. – ela gargalhou. – Você é muito engraçado Harry Styles.

– Não estou com brincadeira Zoe. – ele a soltou. Harry parecia centrado em sua decisão. Não haveria pessoa melhor que Zoe para ser sua primeira namorada. Ele possuía certa atração por ela, e sua companhia o agradava. Harry estava disposto a tentar.

– E a minha resposta para o seu pedido é não. – ergueu-se arrumando o pijama. – Procure outra. – deu as costas, se direcionando ao banheiro.

– Ei! Isso não foi um pedido, e sim uma ordem. – resmungou, encostando-se na porta do banheiro de Zoe.

– Você não manda em mim Harry. – rebateu.

– O que prefere: namorar comigo ou que seus pais saibam que a filha trás um garoto para dormir com ela todas as noites? – sorriu, imaginando a cara de desagrado de Zoe.

– Não prefiro nenhuma das alternativas. – jogou água no rosto, terminando de escovar os dentes. – E agora está na sua hora de ir para casa. – destravou a porta, fazendo com que Harry entrasse rapidamente, e a prensasse contra a parede gelada do cômodo.

– Zoe, eu peço que coopere. – disse calmamente. – Não quero ter de lhe obrigar a nada.

– Eu nunca o obedeceria. – fez uma carranca. – E jamais seria sua namorada. Porque tenho nojo de você, se é isso que quer saber.

– Você não tem nojo de mim. – sorriu sarcasticamente.

– Sim, eu tenho. E você não imagina o quanto. – disparou em tom sério. Harry engoliu a revelação da garota, e logo abaixou a cabeça. Ele não poderia causar tamanha repulsa em alguém.

– Zoe, eu... – ele a largou, encolhendo-se no canto da parede. O rapaz precisava pensar, e por as ideias em ordem.

– O que é Harry? – parou de frente ao garoto, esperando que ele concluísse sua justificativa.

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