O Novato

Zoe Mitchell era a nerd que ajudava os calouros a se adaptarem à rotina escolar. Ela seria monitora de Harry Styles, o mais recente novato. Entretanto, sua vida ganhou uma reviravolta quando o garoto absurdamente sexy resolveu exercer seu poder sobre ela.

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9. ....''Ela deitou-se novamente na cama, com os braços apoiando a cabeça''....

Fechando os olhos, Zoe descansou a cabeça no banco do carro. Harry a ajudou com o cinto de segurança, e deu-lhe um beijo terno na testa, voltando à posição para dirigir. O caminho estava tranquilo, por conta da ausência de veículos naquele horário. A residência dos Styles não ficava tão distante, e logo chegariam. O problema agora seria acordar Zoe, para dar-lhe o banho.

– Zoe... Chegamos. – ele sussurrava, passando a mão pelos cabelos dela.

– Não me troque pela Gabriella. Por favor, Troy. – a menina fazia caretas, remexendo-se no assento. – Eu também sei cantar.

Desconsiderando os delírios da menina, o garoto saiu do carro, abrindo a porta dela, e pegando-a no colo. Não haveria outra forma de levá-la para dentro, se não carregá-la.

 We’re soaring... Flying... There’s not a star in heaven that we can’t reach… - ela cantarolou alto, enquanto o garoto subia com ela pela escada.

– Ei! Você irá acordar minha mãe. – ele resmungou, fazendo a menina abrir os olhos.

– Ah, é você de novo Harry. – sorriu grogue. – Você é tão forte. – apertou os braços no pescoço dele, dando um beijo em seu queixo. – Meu Harry...

– Sim. Só seu. – e ele entrou na brincadeira dela.

Estava sendo complicado mantê-la de pé, quando ambos entraram no banheiro do quarto dele. Ele a sentou sobre a pia de mármore, enquanto retirava-lhe os sapatos, e se preparava para despi-la em seguida. Esperava não sentir as mesmas sensações que tivera ao tomar banho mais cedo. Aquilo o faria cometer besteiras, e talvez se arrependesse depois. Por enquanto, pretendia somente fazer uma caridade à amiga, e amenizar aquela pose bêbada que possuía.

Descendo as alças do vestido, ele pode sentir a pele macia de Zoe, juntamente com seu cheiro natural. Ofegou quando sem esperar, ela também começou a penetrar as mãos por dentro da camisa dele, roçando as unhas em suas costas. Trabalhar o controle não bastaria. Teria de ter tratamento psicológico para reverter àquela tortura.

Sem mais demora, ele puxou a peça pelas pernas da menina, deixando-a somente em trajes íntimos. Essa seria a segunda vez em que o rapaz a via daquela forma, e com certeza estava sendo agradável. Aproximou-se, passando os braços pelas costas dela, e procurando o feixe do sutiã. Quando ele encontrou, Zoe segurou seus ombros, e fez com que Harry caísse sobre ela, entre suas pernas. Os corpos se uniram bruscamente, e o garoto sentiu a excitação de estar tão perto. Seria mais do que difícil dominar suas ações.

Tentou ignorar o efeito que a garota lhe causava, e a pôs no box, ligando o chuveiro em sequência. Ela tremeu com a pressão fria da água batendo em sua pele, e olhou com uma cara confusa para o amigo, que continuava no lado de fora, a observar.

– Vai me deixar aqui sozinha? – resmungou, passando a mão no rosto molhado. O rapaz apenas deu um meio sorriso e afirmou com a cabeça. – Eu preciso de ajuda Harry. Por favor. – choramingou.

– Promete que não tentará nada? – e ele estava preocupado em não conseguir controlar-se.

– Prometo. – beijou os dedos indicadores, em sinal de juramento.

– Tudo bem.

Harry largou as roupas na pia, e entrou apenas com a cueca, se juntando à garota. Ele desligou o chuveiro e pegou o sabonete líquido na pequena prateleira, embutida na parede. Antes que pudesse por um pouco na esponja, a menina o abraçou pela cintura.

– Acho que estou tonta. – ela murmurou.

– Então devemos terminar isso rápido. – ele passou a bucha pelas costas dela, indo até o extremo da calcinha. Tomar banho com uma garota era mais do que erótico para ele.

– Harry? – ela o chamou, erguendo o rosto para encará-lo. – Eu me sinto tão bem com você.

– Sério? – sorriu satisfeito, enquanto mordia o lábio e automaticamente deslizava as alças do sutiã pelos braços dela. – Eu também. – segurando o rosto de Zoe, ele a puxou para perto. Enterrando a cabeça em seu pescoço.

A moça desceu as mãos pelos músculos tensos das costas dele, dando uma pausa em seu traseiro, onde ela fez questão de alocar as mãos por dentro da boxer. Harry gemeu quando unhas se fincaram em sua pele, e rapidamente prensou Zoe contra a parede, roubando-lhe um beijo desesperado.

Ele possuía a boca dela, à medida que mantinha a garota quieta, segurando-a pelos pulsos. Não havia como deter o desejo que sentia. Ele a queria mais que tudo. E era notável que a moça também desejava o mesmo.

Percorrendo com a língua a pele clara da menina, Harry abocanhou um dos seios, e mordeu com força o mamilo. Zoe arqueou o corpo gemendo, e logo torceu os cabelos do rapaz, sentindo o prazer formar-se entre suas pernas. Lentamente, a mão dele desceu para a calcinha completamente molhada, e acariciou o sexo por cima do pano. A menina estremeceu em antecipação.

Apertando os bíceps do garoto, ela o fez voltar a beijar seus lábios. Apenas o som ofegante das respirações podia ser ouvido por eles. Ela sentia a pele arrepiar a cada toque suave de Harry em sua nuca. O garoto a desejava perdidamente. E por mais que quisesse parar com aquilo tudo, as coisas haviam ido para um estágio maior. Sem volta talvez. Enquanto ele puxava suavemente seu lábio inferior, ela sentia a vontade de tê-lo aumentando. Seu cheiro a desnorteava, juntamente com o sabor da sua boca, e a precisão das mãos. Harry era o garoto que sabia como superar as expectativas de qualquer mulher.

Sem mais demora, Harry ligou novamente o chuveiro, trazendo a menina para perto. Por trás dela, tocou-lhe o corpo lentamente, retirando os vestígios do sabão. Com os olhos fechados, a garota sentia os dedos deslizando vagarosamente pelos seios, barriga e dando uma leve pausa sobre seu sexo. Onde o rapaz acariciou o clitóris.

– Você está me deixando louca, Harry. – ela sussurrou, declinando a cabeça, onde a apoiou sobre o peitoral dele.

– Eu sei... – o garoto gemeu com a confissão, e penetrou o dedo médio no sexo da moça, fazendo círculos lá dentro. – Você provoca o mesmo em mim.

As mãos dele iam rapidamente ao seu objetivo, e logo a garota sentiu os vestígios do orgasmo. Entretanto, ele não permitiu que ela atingisse o ápice tão precipitadamente, e recolheu os dedos, deixando-a incompleta e ansiosa por mais.

Zoe o olhou perplexa e decepcionada pela atitude. Ele apenas sorriu, e tomou-lhe a mão, a guiando para o quarto. Bruscamente a empurrou na cama, e separando as pernas da menina, pôs-se por cima dela, chupando cada um dos seios. Confusa, ela afagou os cabelos dele, e se contorceu quando pressentiu o membro roçando sobre a virilha.

Os olhos verdes encaravam-na fixamente, como se precisasse certificar-se de que ela estaria totalmente a mercê dele. Quando a moça pronunciou o nome abafado do garoto, ele retornou a beijá-la, desta vez no pescoço. As mãos deslizaram para a cintura dela, e logo seus polegares ameaçaram retirar a ultima peça de roupa.

O garoto se pôs de joelhos sobre o colchão, fazendo que com ela ficasse de costas, na mesma posição que ele. Empurrou o cabelo da moça para um lado, mordendo lentamente o ombro desnudo. Ela gemia incoerentemente, e tentava a todo custo raciocinar algo descente para dizer. Com calma, ele deslizou a calcinha de renda pelas pernas dela, e apertou-lhe o bumbum, separando as nádegas. Zoe sentiu mais uma vez a antecipação tomar conta de si, e Harry a empurrou contra a cama, fazendo-lhe ficar de quatro.

Ouviram-se os passos do rapaz, e logo ele se projetou novamente sobre o colchão. Havia retirado a cueca e agora rasgava com os dentes um pacote de preservativos. A menina sustentava-se com as mãos nos travesseiros, podendo ver entre as pernas, o garoto colocando a camisinha sobre o membro. Ele acariciou o sexo dela devagar e preparou-se para penetrá-la. Segurando na cintura de Zoe, ele a trouxe para perto, introduzindo o membro ereto em sua abertura.

A garota sentiu os músculos se adaptando, somada à sensação de preenchimento. Harry começou a movimentar suavemente, aderindo uma postura mais feroz em sequência. Seu membro passeava para dentro e fora dela. Com força e precisão. Fechando os olhos, ela apertou as cobertas. Já não havia volta. Apenas o desejo imperava entre eles.

Sentindo a necessidade de olhar nos olhos dela, o rapaz a girou, deitando-a na cama, com as pernas separadas. Ela segurou os joelhos, enquanto ele voltava a lhe preencher. As testas suadas pelo esforço e a respiração descompassada e falha.

– Ah Harry... Mais forte... Por favor. – ela murmurou, pressentindo que logo chegaria ao ápice.

O garoto a encarou com os olhos queimando, e atendendo ao pedido, estocou o mais profundo possível, fazendo com que ela abrisse a boca em surpresa. Ele gostava de vê-la inume, e totalmente desejosa. Aquilo lhe dava prazer e o instigava a querê-la mais. Zoe absorvia cada sensação, vendo o quão longe Harry conseguia chegar.

– Eu não aguento mais... – pronunciou ofegante e exausta, enquanto ele se apoiava em suas pernas, estocando cada vez mais rápido. Ela se contorceu e sentiu o orgasmo sendo liberado em seguida.

Pôs as mãos por cima das dele, e fechou os olhos, à medida que o corpo tremia.

Harry lhe preencheu outra vez, e viu os músculos do abdômen tensos. Ele acabara de gozar dentro dela.

Retirando o membro, ele caiu sobre ela, inspirando o perfume dos cabelos. Ambos ofegantes pelo cansaço. A menina mantinha os olhos fechados, à medida que abraçava ternamente o rapaz. Por conta da bebida, o sono logo a atingiu. E Harry teve de pôr uma de suas roupas nela, enquanto deitava ao seu lado para dormir.

Por volta das dez horas da manhã, o sol havia esquentado em Londres, e fizera com os raios atingissem metade do quarto do garoto. Sentindo a claridade bater em seus olhos, Zoe acordou. A cabeça latejava, e mantinha um terrível peso no corpo. Ela esfregou os olhos, ajustando a visão. Logo percebeu que não estava em casa, e que o lugar não lhe era estranho.

Virou-se na cama, e encontrou o que mais temia – Harry Styles dormindo ao seu lado. Abafou um grito de espanto com a mão, e correndo o olhar pelo corpo, percebera que não vestia o vestido da festa; e sim, uma das roupas do garoto: calça e camisa de moletom. Ele parecia acordar, pois estava bocejando e remexendo-se vagarosamente. Zoe esperou que ele abrisse os olhos, para assim bombardeá-lo com perguntas.

– Hum... – ele gemeu, se espreguiçando.

– Você tem muito a explicar, Harry Styles! – esbravejou Zoe, assustando o garoto, que repentinamente percebeu que ela havia despertado.

– Bom dia. – ele sorriu, ignorando a raiva da menina. Harry sempre ficava contente após uma noite de sexo. Ainda mais se a pessoa fosse exatamente a que ele passara dias desejando. – O que quer saber? – rastejou para perto dela, acariciando as maçãs do rosto.

– Por que raios eu estou na sua casa? – perguntou indignada. – E no seu quarto? E na sua cama? E vestindo as suas roupas? – gesticulava, sentindo a cabeça doer mais forte. – E por que diabos estou me sentindo horrível?

– Calma. – sussurrou, colocando o cabelo dela para trás da orelha. – Você deve estar com uma baita ressaca. Mas também, quem mandou se empolgar com a vodka? – falou em tom de deboche. Zoe simplesmente apertou os olhos, e se controlou para não dar um tapa na cabeça cheia de cachos bagunçados.

– Por que não me impediu de beber? Que tipo de amigo você é?

– Do tipo que alertou para ir devagar. – ele se levantou, sentando-se. – Porém, há alguém mais preocupado em colocar a culpa nos outros, do que admitir seus próprios deslizes. – falou sério, enquanto desviava o olhar para a porta do banheiro, que ficava logo à frente.

– Tudo bem. Acho que passei da conta. – Zoe bufou, sentando ao lado de Harry. – Como suas roupas vieram parar em mim? – e agora havia algo mais complexo para se preocupar.

– Eu as vesti em você. – falou sem dar muita importância. A menina arregalou os olhos, e imaginou besteiras em sua cabeça. Será que fizeram sexo? Ou ele apenas havia lhe dado banho? Pior!... Banho seria o cúmulo! Ele a teria visto sem traje algum... Totalmente como veio ao mundo.

– Harry... Por acaso nós... É... – ela o encarava de forma apreensiva. Tentando encontrar argumentos para fazer a tão temida pergunta. Mal sabia Zoe que eles realmente haviam feito, e que a iniciativa fora por parte dela. – Nós fizemos sexo? – disse finalmente, aderindo o tom vermelho em suas bochechas.

O silêncio tomou conta do quarto, enquanto Harry pensava se o melhor seria contar toda a verdade. Entretanto receberia diversas reações da garota. Ela poderia simplesmente entender o ocorrido, e admitir que também o quisesse. O que seria muito difícil. Porém, tínhamos o fato de reagir mal, e querer manter distância do rapaz. Isso não era agradável. Até porque depois daquela noite, ele sentia como se precisasse mais dela. E talvez estivesse sentindo um pouco mais do que desejo sexual.

Respirando fundo, ele se virou, ficando frente a frente com Zoe. Analisou mais uma vez aqueles olhos escuros, e a boca ao qual pode beijar como quis. Ele realmente necessitava estar ao lado daquela garota. Estava muito além do que sua razão poderia explicar.

– Não. – respondeu. Preferindo mentir a vê-la o odiando para o resto da vida. – Apenas lhe dei um bom banho.

 O rosto da garota suavizou, e ela sorriu, relaxando também os músculos. Dar banho não era tão ruim assim. Pelo menos não esteve nos braços dele novamente. Se bem que aqueles braços eram tentadores... E aquela boca extremamente convidativa.

– Oh, obrigada por cuidar de mim. – falou timidamente, entrelaçando as mãos sobre o colo. – Desculpe-me pela curiosidade.

– Tudo bem Zoe. – ele esboçou um sorriso, sem mostrar os dentes. – É para isso que servem os amigos. – e aquela frase talvez tenha lhe chocado mais do que devesse. Harry não sabia se ainda queria ser amigo de Zoe. Não depois do prazer... De tê-la só para ele.

– Oh Santo Agostinho! Como essa coisa dói. – reclamando, ela elevou as mãos à cabeça. Parece que implantaram uma bomba relógio em seu cérebro, e estava prestes a explodir.

– Vou procurar algum remédio na cozinha. – o rapaz se ergueu, caminhando para fora do quarto.

Ela deitou-se novamente na cama, com os braços apoiando a cabeça. Fitando o teto, imaginou se Harry estava mesmo falando a verdade, ou se escondia algo por trás da sua desculpa.

Aquilo lhe intrigava muito e precisava a todo custo fazer uma investigação.

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