We are love

A girl travels to Italy to spend her school holiday with her aunt. But shw didn't know that she would find much more than she can imagine: real love.

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9. O tombo (The fall)

Me arrumei para descer para o jantar, as pernas ainda tremendo pelo encontro repentino com Gianluca, quase não consigo calçar os sapatos cor de vinho. As mãos agem por conta própria e eu borro o delineador.

“Droga!”, digo.

Toc, toc, toc.
Congelo.

Quem será?
“Giu, está tudo bem? Posso entrar?” diz tia Rita.

“Pode, tia!”, respondo, aliviada e frustrada ao mesmo tempo. O que será que eu esperava, o próprio na minha porta?

“Vim ver se você está bem depois do...Como vocês dizem? Mico? Depois do mico que você passou lá embaixo”, falou tia Rita.

“Ah, tia, estou bem sim!”, minto. “Já estou descendo, em 5 minutos!”.

“Okay, então, vou atender aos convidados”, responde.

Depois que tia Rita sai do quarto, penso: eu não vou conseguir descer. Como vou olhar na cara de Gian? Eu nunca me senti assim, sempre fui despojada e nunca liguei muito para a opinião dos outros, com relação a esse tipo de coisa.
“Calma, respira fundo e conta até 10. Não, melhor contar até 30” digo para mim mesma.

Pego o perfume e tomo banho com ele. Ajeito o batom e ponho a cara pra fora da porta. Ninguém. Chegando à beira da escada, já dá para ouvir o murmurinho dos convidados de tia Rita.
Meu coração acelera.

“Vamos logo, para de moleza!”, mais uma frase de mim para mim mesma.

Crio coragem e vou.
Nada de Gian.

Involuntariamente, procuro seu rosto em meio aos convidados.
Vou à cozinha, pego uma taça de vinho. Tinto suave, meu preferido. Procuro em meio aos convidados que estavam em volta do piano, quem sabe ele estava por ali, ouvindo a música... Não.
Uma golada no vinho.
Olho pela sala toda, levantando minha cabeça como se estive em um show e um cara bem alto estivesse à minha frente.
Nada.
Mais uma golada.
Espere...
ACHEI.
Achei o...
“Henry? O que faz aqui?”, perguntei.
“Olá, bela, boa noite parrra você também!”, respondeu Henry.

“Olá, boa noite... Eu...Eu... Eu não sabia que você estaria aqui.”, eu disse.

“Pois é, cherrie, sua tia me convidou. Aparrrentement ela gostou bastant de moi, depois do dia do hospital”, disse Henry.

“Ah, que bom. Eu queria mesmo te agradecer direito pelo dia do hospital... Obrigada por me socorrer, sei lá o que teria acontecido se você não estivesse lá comigo.”, agradeci.
“Não precisa agradecer, sempre que puder, estarei por perto para te proteger, Giu, mon cherrie.”, disse, deslizando a mão pelo meu braço esquerdo e chegando até a minha mão.
Tentei tirar a mão mas ele segurou.
“Giu, deixe eu te falarrr uma coisa primeirrro. Porque você evita minhas investidas?  Porque non me dá uma chance?”, disse, abaixando-se um pouco para me olhar nos olhos.
Desviei o olhar e quando pensava em algo para dizer ele segurou meu queixo com sua outra mão e levantou minha cabeça, forçando-me a olhá-lo nos olhos, azuis como um céu de inverno.
“Você sabe que estou na sua. Sabe que gosto de você e faz tempo. Sai comigo? Vamos aproveitarrr essas férrias da melhor maneira possível?”, disse, aproximando-se num beijo.
Coloco minha mão que está solta em sua boca, num gesto que diz: espere.
“Henry, eu realmente gosto muito de você e não quero estra...” digo, antes de ser interrompida.
“...gar nossa amizade. Sei... Tudo bem, Giu, tudo bem...” e sai bufando.

“Henry...” Chamo em vão.

Vou em direção à cozinha, encher minha taça. Hoje o dia tá difícil.
Quando saio pela porta da cozinha...

POFT

Caio de bunda no chão (ai!) e minha taça espatifa-se, espalhando estilhaços por todos os lados. Cortei um pouco minha mão, mas nada grave.

Trombei com alguém, bati de frente com a pessoa e caímos os dois no chão.

“Oh, o que eu fiz? Scusami, bella!”, disse uma voz grossa.
“Não foi nada, imagina, me desculpe também”, respondo.

Quando levanto meus olhos, vejo um rosto conhecido. Ele...
 

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