Irresistible

”Until I met you, I could not imagine going through life with one person. Now I can not imagine going a day without you.”

”Até conhecer você, não me imaginava passando a vida com uma única pessoa. Agora não consigo imaginar passando um dia sem você.”

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15. Capítulo 15

Meus avós moravam numa casa linda em Paris, não no centro, era um pouco afastado. Então eu perguntei para eles se eu podia morar lá. Era apenas meus avós, meu primo e eu. A padaria era mais ou menos vinte minutos de casa, não muito longe. No meu primeiro dia no Dominique Saibron (esse era o nome da padaria), todos foram muito simpáticos comigo e o lugar estava cheio, e era um local muito popular durante a manha e a tarde. Meu ajudante era um rapaz de 21 anos de idade, era animado, gay e muito simpático. Ele me disse tudo que eu precisava saber sobre a padaria. Professor Oliveira disse que eu seria o chefe nos dias que ele não estivesse lá, e ele praticamente não ia ao local com frequência.

  Uma semana se passou, e eu estava mais relaxada. Eu estava sentada a mesa jantando com meu primo Raul.

- Então... Está curtindo Paris? Nós não conversamos muito desde que você chegou aqui. – Ele disse pra mim.

- Pois é... Eu não tive muito tempo para fazer um tour, mas dá pra perceber que é uma cidade maravilhosa e apaixonante.  – Eu sorri pra ele.

- Sim, é mesmo. Você tem namorado? Seu pai disse...

- Não. Eu... Eu não... – Eu fiquei meio nervosa. – Eu tinha, mas eu terminei com ele antes de vir pra Paris.

- Ah... Mas por quê? Ele não queria que você viesse pra cá? – Ele era muito curioso.

- Não... Na verdade, ele me traiu quando ele estava na Austrália. – Eu dei um sorriso forçado.

- Nossa... Desculpa... – Ele ficou surpreso.

- Tudo bem... – Eu disse.

- Raul, vem cá! – Meu avô o gritou do quarto. Eu fiquei lá na mesa apenas lembrando tudo que aconteceu de novo. Eu terminei de comer e fui direto para o meu quarto. Eu precisava falar com alguém. Eu deitei na cama e fiz uma ligação.

- Alô? – Eu disse.

- Oi, quem é? – Uma garota perguntou.

- É a Elen... Harry está ai?

- Sim, vou chamá-lo. – A garota estava meio que correndo para levar o telefone a Harry. – Harry... Tem uma menina chamada Elen no...

- Me dá o telefone, Gemma. – Harry disse bem rápido.

- Ok, you jerk. – Ela disse.

- Oi, El, oi... – Ele disse pra mim. Foi tão bom ouvir a voz dele.

- Harry... Oi. – Eu disse feliz.

- Como você está? Você não me ligou...

- Eu sei, eu estava muito ocupada... E... Você sabe...

- Sim, eu entendo... Mas você está melhor? – Ele parecia preocupado.

- Sim, um pouco. O trabalho está me distraindo.

- Que bom! Eu queria poder estar aí. – Ele disse.

- É... Eu também queria. Você iria amar a padaria. – Eu sorri.

- Claro, eu sou o garoto do pão. – Ele riu.

- Sim, você é. – Nós pausamos. – Obrigada.

- Pelo que?

- Por me ajudar, por estar perto de mim... Tem sido difícil. – Eu forcei para não chorar.

- Não precisa me agradecer. Você sabe que eu faria tudo por você. – Ele disse. Ele era tão gentil e tão... Harry!

- Você não pode estar mesmo aqui? – Eu brinquei.

- Eu queria mesmo ir... Os rapazes e eu temos que fazer uma sessão de fotos pra uma revista e temos uns eventos para ir... Droga. – Ele parecia chateado.

- Eu sei... Eu estava apenas brincando. Eu sou uma mulher ocupada também. – Nós rimos. – Eu tenho que desligar, preciso acordar cedo.

- Ok... Saudade, El. – Ele disse.

- Também, kid. – Nós desligamos. Fiquei olhando para o teto até cair no sono.

  Na manha seguinte eu fiz tudo que eu estava já acostumada a fazer, me aprontei para trabalhar, tomei café dentro do taxi, o trafego em Paris era terrível pela manha. A padaria estava repleta de fregueses.

  O mês inteiro se passou. Eu me aproximei muito do meu primo, nós costumávamos brincar e falar sobre coisas alheias, ele falava um pouco de inglês, mas não tão bem. Éric, meu ajudante, era o palhaço da padaria, ele nem sabia disso, mas muitas das vezes ele era a alegria do meu dia.

  Estávamos no horário de almoço, alguns empregados estavam atendendo no balcão e Éric e eu estava dentro da cozinha, na verdade, Éric estava comendo e folheando algumas revistas.

- Não existem mais revistas boas hoje em dia. – Ele olhava pagina por pagina. – Preciso de uma fofoca!

- Sua garota fofoqueira. – Eu brinquei.

- Oh oh oh... Espera! Isso é o que eu precisava. – Ele pegou a revista.

- O que? – Eu perguntei com a boca cheia de comida.

- Aquele pobrezinho do One Direction... Ele está dizendo aqui que desde que sua namorada terminou com ele, ele não tem saído com mais ninguém, e que ele sente falta dela. Não sabia que ele estava solteiro... Esse loirinho até que é bonitinho.

- Mentira e mais mentiras... Não acredite nisso. – Eu disse.

- Por quê? Ele parece ser legal... Deixe-me ver a ex-namorada dele...

- Não! – Eu puxei a revista das mãos dele.

- Que por... – Ele disse assustado.

- Você não precisa ver isso... – Eu disse nervosa.

- Por que você está nervosa? – Éric perguntou.

- Nada... – Eu continuei comendo.

- Ok... Eu vou descobrir de qualquer jeito. – Ele disse. Ele não podia saber que eu era a ex-namorada do Niall.

  Já era de tarde, e eu estava atendendo algumas adolescentes que queriam muitos cupcakes, elas ainda estavam com roupa do colégio. Éric veio da cozinha como uma ‘’crazy bitch’’.

- OH MY GOD! Por que você não me disse que é a ex do Niall Horan? – Ele me perguntou praticamente gritando. Aquelas adolescentes olharam pra mim como se eu fosse um pedaço de carne e elas os pitbulls.

- Só um minuto... – Eu dei um passo pra trás. – Você pode atendê-las? Obrigada. – Eu disse para um empregado. Eu puxei Éric pra dentro da cozinha. – Você ficou maluco?

- Mas por que você não...

- Eu não disse nada porque era desnecessário! – Eu falava rápido.

- Então... Você é a garota que ele ainda ama? – Éric perguntou.

- Não! Não não! Ele me traiu! Ele não me ama. – Eu disse.

- Ah... Por favor... Ele está arrependido, ele diz isso todo o tempo nas entrevistas.

- Não... Eu não quero falar sobre isso, ok? – Eu disse.

- Sim, senhora. – Éric disse saindo da cozinha.

  Alguns dias se passaram, e alguns adolescentes começaram a ir à padaria e perguntar sobre Niall e eu. Como diabos eles sabiam que eu trabalhava lá? Era de manha, e o lugar estava lotado.

- Elen, tem uma pessoa que quer falar com você na cozinha. – Um empregado disse pra mim no meu ouvido.

- Eu não posso ir... Está lotado! – Eu disse.

- Mas ele disse que você tem que ir lá, eu fico aqui pra você.

- Ai... Tudo bem. Eu já volto. – Eu disse tirando o avental e indo para cozinha. – Éric, você sempre deixa qualquer um entrar pela porta da cozinha né... – Eu disse entrando na cozinha, mas eu fui surpreendida. Fiquei sem palavras.

- Excusez-moi? – Éric disse sorrindo e saindo da cozinha.

- O que você está fazendo aqui? – Eu disse sorrindo e limpando minha roupa.

- Você disse que me queria aqui... Então, aqui estou eu. – Harry disse. Ele estava lá... Comigo!

- Você é louco! – Eu disse o abraçando. – Que saudade, cabeção.

- Saudade também, linda. – Ele sorriu. Éric estava por perto só espiando, ele era muito curioso para nos deixar sozinhos. – Então... Podíamos passar o dia juntos... Conversar um pouco...

- Oh... Desculpa, mas eu não posso... – Eu tentei me explicar.

- Claro que você pode. – Éric disse. – Eu cuido de tudo por aqui.

- O que? – Eu olhei pra ele.

- Vai lá e se divirta com ele, você merece.

- Bem... Tudo bem. – Eu soltei meu cabelo do coque. – Acho que posso ir. – Eu disse sorrindo para Harry. Nós saímos da padaria pela porta dos fundos. Fomos para um lago um pouco distante do centro de Paris, Parc des Buttes Chaumont era o nome. Era um parque lindo e calmo, o qual estava com poucas pessoas.

- Então... Como você está? – Harry perguntou sentado na grama, com suas pernas esticadas e apoiando seu corpo nos braços.

- Bem... Eu estou sobrevivendo, já tive dias piores. – Eu disse sentada na mesma posição.

- Eu sei que você não quer falar sobre ele, mas El, Niall não está bem.

- Por favor... - Eu tentei o parar.

- Estou falando serio. – Harry disse.

- Ele está usando drogas ou se afogando no álcool?

- Não, mas...

- Então ele está bem. – Eu não queria mesmo falar sobre ele.

- Ok... Não vou falar mais disso.

- Obrigada. – Eu disse olhando para o lago. – Mas e aí, saindo com alguma das suas garotas?

- Sim... – Ele disse serio.

- Hum... Quem é? – Eu fiquei surpresa.

- Você, no momento. – Ele sorriu.

- Não seja bobo... – Nós sorrimos. – Harold... Você gosta de mim?

- Sim... Na verdade, eu fiquei pensando nisso. – Ele olhou pra mim. – Você não acha que estar com alguém é o melhor remédio pra esquecer outro alguém?

- Sim, mas acho que não posso fazer isso. – Eu não conseguia olhar pra ele.

- Por quê? – Ele perguntou e ficou olhando pra mim. – Ah sim, você ainda gosta muito dele né?

- Não o amo como antes, mas está tudo muito recente. E não quero começar nada agora, porque não quero te machucar.

- Ah, qual é, El... – Ele tirou suas mãos no chão e ficou meio curvado olhando pra mim.

- Harry... Você não tem ideia de como eu estou. Ele era a pessoa que eu mais confiava, e agora eu mal posso olhar pra ele sem ter a vontade imensa de socar a cara dele. Eu quero esquecer tudo isso, mas preciso de um pouco de tempo antes.

- Elen... – Ele olhou pra mim com a testa franzida por causa do sol batendo. – Eu sou tão louco por você que eu podia cortar meu cabelo e ficar careca se você me pedisse, mas você precisa esquecer isso. – Ele olhou pra baixo. – E por isso eu vou esperar o tempo que você quiser.

- Obrigada. – Eu sorri e olhei para o lago novamente. – Então... Quanto tempo você vai ficar?

- Quanto tempo você precisa de mim aqui? – Ele sorriu.

- Que tal pra sempre? – Eu sorri de volta.

- Então vou ficar aqui com você para o resto da vida. – Nós rimos. – Você sabe se o hotel fica perto da sua casa? É aquele perto da Torre...

- O que? Não, sem hotel! Você vai ficar na minha casa.

- Não... Não quero incomodar seus avós.

- Não vai. Tem quarto de hóspedes lá, e eles ficam mais tempo fora de casa do que dentro.

- Tem certeza?

- Absoluta!

- Ok então. – Nós passamos o dia todo juntos em lugares secretos. Não precisamos nem de seguranças porque nós só íamos a lugares vazios. Eu o levei para minha casa a noite, ele estava um pouco tímido.

- Oi, mémé... Esse é meu amigo, Harry, ele vai passar uns dias com a gente, você deixa? – Eu disse em francês para minha avó.

- Claro, minha filha. – Ela se levantou. – Prazer em conhecê-lo, gracinha. – Ela falou em francês também. Ela não sabia uma palavra em inglês.

- O que ela disse? – Harry costumava dizer que sabia falar Frances, mas na verdade ele só sabia algumas palavras.

- Ela disse que é um prazer conhecer você.

- Oh... Prazer em conhecê-la também. – Ele disse. Meu avô entrou na sala de estar também.

- Meu bem, venha conhecer o namorado da Elen. – Minha avó disse para o meu avô.

- Não... Oh God... Ele não é meu namorado, pépé. – Eu fiquei sem graça.

- É um prazer conhecê-lo, meu filho. – Meu avô disse apertando a mão de Harry.

- Prazer também, senhor.

- Bem... Todo mundo conhece todo mundo. Eu vou mostrar o quarto do Harry, eu falo com vocês depois. – Eu arrastei o Harry pelo braço para o quarto.

- Seus avós são uns amores. – Harry disse sorrindo e sentando na cama. – E eu pensei que eu sabia falar Frances, mas não...

- Você definitivamente não fala. – Eu ri. – Bem, esse será seu quarto. Desculpa pelos cobertores de flores... Você sabe como as mulheres são... – Eu disse tirando os cobertores do armário.

- Eu sei. – Ele sorriu. – E aonde é seu quarto? – Ele perguntou abrindo sua mala.

- Na segunda porta a direita. – Eu disse checando o banheiro.

- Bom bom...

- Por que está perguntando isso? – Eu me sentei na cama ao lado dele.

- Nada... Só no caso de eu ter um pesadelo, então eu posso ir para o seu quarto e dormir com você. – Ele fez uma cara de safado.

- Ah sim, um pesadelo. – Eu ri.

- Sim... Eu tenho tido alguns pesadelos ultimamente, então, por favor, não se assuste.

- Bem... Tem uma poltrona no meu quarto, você pode ir e dormir lá quando quiser. – Eu disse ficando de pé.

- Eu prefiro sua cama. – Ele disse ficando de pé junto comigo.

- Mas a cama é minha! – Eu dei um beijo na bochecha dele. – Boa noite, Haz.

- Boa noite, El. – Ele disse sorrindo.

  Eu fui para o meu quarto com um sorriso imenso no rosto. Harry estava sendo tão doce e um cavalheiro.

  Durante a noite eu fiquei com fome, e fui à cozinha para comer algo, obviamente. Meu primo estava lá fazendo um lanche também.

- Hey, Raul. – Eu disse entrando na cozinha.

- Oi, El... – Ele estava bebendo leite. Eu sentei-me a mesa com um copo de suco de laranja. Eu estava sorrindo a toa.

- Por que esse sorrisão? Nunca te vi assim. – Ele riu.

- Bobo... – Eu continuei sorrindo. – Nada... Eu só estou feliz.

- Ok... Seu ex-namorado está aqui?

- O que? Não, de jeito nenhum. Se ele estivesse aqui, eu estaria chorando, e não sorrindo. – Eu fiquei quieta por alguns segundos. – Harry está aqui... Ele é meu amigo.

- Amigo? Seus outros amigos fazem você sorrir assim também? – Ele brincou.

- Talvez... – Eu fiquei sem graça. – Ele é um dos melhores amigos do meu ex.

- Ah... Ele é um dos garotos da banda, né?

- Sim... O mais novo.

- Entendi... Amanha você me o apresenta. – Ele disse de boca cheia.

- Sim, senhor. – Eu ri. – Bem, eu vou dormir. Tenho que trabalhar amanha, boa noite. – Eu dei um beijo no rosto do meu primo.

  Na manha seguinte, Harry já tinha acordado, e ele estava na mesa com meu primo. Eles estavam conversando como se conhecessem há anos. E como sempre, eu estava atrasada para o trabalho.

- Bom dia. – Eu disse com uma feição estranha olhando pra eles.

- Bom dia, linda. – Harry disse sorrindo.

- Bem... Eu estou atrasada, então vou pegar só um iogurte. – Eu peguei um iogurte de morango. – Vejo vocês mais tarde. – Eu beijei ambos na bochecha.

  Eu fui para padaria de bicicleta, logo quando eu cheguei a Paris eu aprendi a andar de bicicleta, fui obrigada, na verdade. Todo mundo lá reparou que eu estava mais feliz que nunca. Três horas depois mais ou menos, eu vi um movimento a mais em frente da padaria. Pareceu estranho.

- O que está acontecendo? – Eu perguntei para um dos empregados.

- Eu acho que tem alguém famoso lá fora.

- Ah, não acredito... – De repente eu vi um rapaz algo de cabelo grande do lado de fora.

- Mas o que diabos você está fazendo aqui? – Eu estava chocada.

- Eu só quero te ajudar... Você sabe, eu já trabalhei numa padaria antes. – Ele se apoiou no balcão.

- Eu sei, mas olha só toda essa gente... Elas estão ficando doidas! Você é doido!

- Relaxa. Eu já estou acostumado com isso, e você também deveria estar. – Como ele queria, ele começou a me ajudar. Foi o melhor dia para padaria, vendeu como nunca antes.

- Viu, eu sou um bom ajudante. – Harry disse. Nós estávamos na cozinha, e ninguém estava no estabelecimento, somente ele e eu.

- Sim, você é. – Eu sorri. Nossos lábios estavam muito próximos, e nós estávamos comendo pizza. – Eu não comi a de mussarela.

- Você quer um pedaço? – Harry disse apontando um pedaço pra mim.

- Sim. – Eu abri a boca e ele me deu um pedaço.  – Está boa, eu sou boa em fazer pizzas, né? – Harry estava rindo. – O que foi?

 - Você está toda suja.

- Aonde? – Eu ri também enquanto tentava me limpar.

- Aqui... – Ele pôs o dedo nos meus lábios. Nós ficamos em silencio, e ele se aproximou. – Tem ketchup no seu queixo também...

- Então limpe, por favor... – Eu olhei pra como: me beije, cacete! E ele me beijou. Foi muito intenso. Ele limpou meu queixo com a própria boca dele. Ele derrubou o refrigerante no chão, porque ele estava tentando ficar em cima de mim, e nós estávamos no chão. Estava gostoso, ele beijou meu pescoço enquanto a mão direita estava na minha cintura, e depois uma mordida na orelha. Eu enlouqueci! Eu pus minha mão na bunda dele e apertei, e nesse momento nós rimos entre o beijo. Ele tentou abrir o zíper da minha calça.

- Ei ei ei... – Eu me afastei um pouco dele.

- Me desculpe... – Ele disse suspirando perto da minha boca. – Eu não consigo resistir. – Ele me deu um selinho, e eu sorri.

- Eu quero fazer isso... Mas eu sei que vou me arrepender depois.

- Eu sei... Eu sei. – Ele se afastou um pouco mais, ficando com os joelhos levantados, com o braço esquerdo apoiado e mexeu no cabelo com a mão direita.

- E diga seu amigo aí embaixo para se acalmar também. – Eu ri.

- Oh... – Ele olhou pra baixo e colocou a mão para esconder. – É culpa sua, não minha. – Nós rimos. Terminamos de comer fomos embora.

 Eu estava no quarto dele assistindo vídeos engraçados no YouTube, porque não conseguíamos dormir.

- Me desculpe pelo o que aconteceu na padaria... – Ele olhou pra mim. Estávamos deitados na cama.

- Tudo bem, Haz. – Eu parei por um segundo. – Eu só acho que não estou pronta pra algo assim agora, e eu não quero magoá-lo.

- Ok... – Ele sorriu.

- Você não está zangado comigo, está?

- Não... Eu te entendo. – Ele começou a brincar com minha mão.

- Então... O que vamos fazer amanha? – Eu disse animada.

- Hum... Eu vou estar um pouco ocupado amanha, eu tenho duas entrevistas pela manha e pela tarde... – Ele fez uma cara triste.

- Tudo bem, então.

- Mas eu vou jantar com meus primos a noite. Eles estão na cidade, você podia ir comigo.

- Sério? Quer que eu vá com você?

- Sim, por que não? E eles meio que querem conhecer você.

- Eles sabem da minha existência? – Eu ri.

- Claro... Eu falei de você pra eles.

- Bom saber... – Mantemos o silencio por um momento. – E como eu devo ir vestida? – Ele começou a rir. – O que?

- Nada... – Ele ainda estava rindo.

- Fala logo! – Eu comecei a rir dele.

- Você não precisa se vestir se quiser... – Ele ficou com medo de que eu fosse bater nele.

- Você é muito safado pra mim. – Eu dei um leve soco no braço dele. – Eu vou me vestir como uma mulçumana, só para sua felicidade.

- Nããão. – Nós rimos. Eu fui para o meu quarto depois de alguns minutos. No dia seguinte era meu dia de folga, e não tinha ninguém em casa, então eu liguei o radio para ouvir a entrevista do Harry. A entrevista já havia começado, eles estavam rindo de alguma coisa.

- Então, Harry... Tem algum motivo de você estar em Paris? – O entrevistador perguntou.

- Não... Apenas alguns dias de férias. – Harry respondeu.

- Ah, qual é... Nos diga a verdade! Tem uma garota envolvida, né? – Harry começou a rir.

- Bem... – Harry disse enquanto todos fizeram barulho no estúdio. – Eu não queria que ninguém soubesse.

- Nós não vamos dizer a ninguém. – O cara brincou. – Ela deve ser muito especial, ein.

- Ela é... Ela é mais que especial. Eu poderia passar o resto dos meus dias aqui com ela. – Harry disse.

- Isso é uma confissão... E ela sabe que você gosta dela?

- Sim... Mas eu acho que ela não sabe o quanto. – Harry respondeu. Eu desliguei o radio. Eu não sabia o que pensar, eu não sabia disso... De quão grande isso era. Eu fiquei com muito medo de magoar Harry. Ele era tão especial pra mim, eu não podia magoá-lo.

  Eu passei o dia todo pensando nisso sozinha no meu quarto. A noite estava quase chegando, e Harry me ligou.

- Elen? – Ele disse.

- Sim...

- E aí? Meus primos já chegaram. – Ele parecia animado.

- Ah é, o jantar... – Eu pausei. – Eu não posso mais ir.

- O que? Por quê? – Ele ficou preocupado.

- Eu... Eu não... Eu não estou me sentindo muito bem. – Eu dei uma desculpa qualquer.

- Você quer que eu vá pra ai?

- Não, claro que não. Vá se encontrar com seus primos, eu vou ficar bem.

- Tem certeza? – Ele estava sendo tão doce.

- Sim... Escute, vou desligar. Se divirta hoje a noite. Tchau. – Eu desliguei o telefone. Eu não podia vê-lo, pelo menos não ainda. Eu fiquei acordada até tarde ainda pensando nisso, eu estava deitada na cama assistindo TV quando Harry chegou.

- Elen? – Ele bateu na porta. – Elen, você está acordada? – Ele entrou.

- Sim... – Eu tentei fazer uma cara boa.

- O que aconteceu? Está melhor? – Ele se sentou ao meu lado na cama.

- Sim... Eu acho. – Eu não conseguia olhar pra ele.

- Você está estranha... – Ele pôs a mão na minha perna.

- Não, eu estou bem... – Eu forcei um sorriso.

- Então... Podíamos almoçar juntos amanha. O que você...

- Eu não posso. – Eu o interrompi. – Eu tenho uma encomenda de cupcakes, então...

- Eu posso te ajudar. – Ele sorriu.

- Não... Não precisa. Eu prefiro fazer sozinha.

- Elen, o que você tem? – Ele ficou meio ‘’zangado’’.

- Nada... Me desculpe, eu... – Eu tentei me explicar.

- Oh... TPM?

- Isso... Exatamente, TPM. – Eu menti.

- Tudo bem, eu vou te deixar sozinha. – Ele me beijou na testa. – Boa noite.

- Boa noite. – Eu forcei um sorriso de novo. Foi difícil dormir aquela noite. Eu tentei evitar Harry a semana inteira, e eu não sei se ele tinha percebido isso. Depois de uns dias, eu tinha chegado em casa tarde e Harry estava sentado na escada, eu acho que ele estava esperando por mim.

- Hum... Oi. – Eu parei de frente pra ele segurando minha bolsa.

- Oi. – Ele olhou pra cima, olhando pra mim com seus braços apoiados nos joelhos.

- Eu vou entrar... – Eu dei um passo à frente.

- Por que... Por que você está fazendo isso? – Ele abaixou a cabeça.

- Fazendo o que... Eu não estou fazendo nada... – Eu menti como sempre.

- Por favor... – Ele deu um sorriso sarcástico. – Eu só quero saber porque. – Ele se levantou.

- Harry... É complicado. – Eu pus minha bolsa na cadeira de balanço que tinha na varanda.

- Eu acho que sou inteligente suficiente pra entender.

- Eu não quero magoar você... Eu te ouvi no radio semana passada, e eu não sabia... – Eu olhei para o chão.

- Elen... Você não vai me magoar. – Ele se aproximou.

- Sim, eu vou. Eu sei que vou... – Eu pus minha mão em seu peito. – E eu não vou aguentar se eu te perder.

- Mas fazendo isso... Você está tentando me perder e não percebeu.

- Eu sei... – Eu olhei para baixo.

- El... Eu te amo, e eu farei o meu melhor pra fazer isso certo. – Ele segurou minhas mãos.

- Eu sei, eu não duvido disso. Mas eu não sei se seu amor é suficiente, você também precisa ser amado do mesmo jeito, e tudo está muito confuso pra mim ainda. – Eu senti que como se eu tivesse o matando com essas palavras.

- Então, o que eu devo fazer? – Ele deu um passo pra trás.

- Eu não sei... Eu não quero que você vá embora, mas eu sei que isso é egoísmo.

- Olha... Eu sei que você me ama. Não tanto quanto eu te amo, mas eu sei que tem alguma coisa dentro de você. E eu vou ficar aqui, okay? – Ele pôs as mãos no meu rosto. Não pude me conter e o abracei. Eu deixei uma lagrima cair no meu rosto.

- Obrigada. – Eu disse com meu rosto encostado no peitoral dele.

  Ele foi para o quarto e eu fui para o meu. Era duas e meia da manha e eu não conseguia dormir. Eu fiquei pensando que eu merecia uma segunda chance com alguém, eu tinha que tentar esquecer Niall de alguma forma, e eu sabia que amava Harry. Eu fiz uma decisão. Eu estava vestindo um baby doll azul, no tecido parecido com seda. Eu entrei no quarto do Harry sem bater, ele também não estava dormindo. 

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