The Interview

Um simples entrevista poderia mudar a vida de algumas pessoas? Bom, e se o simples fato dela ter vindo de Wolverhampton mudasse completamente o rumo de suas vidas? Namorar alguém como eles não seria nada fácil...para nenhuma das duas!

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18. Sophia


Ainda não acredito no que fiz. Ai meu Deus! Por que eu tenho que ser tão doida, maluca, burra e bipolar? 

Ontem, depois daquela excitação toda ter sida satisfeita, Liam disse que me ligaria mais tarde porque tinha que ir. Por quê? Porque iriam suspeitar do sumiço dele. Claro, disse que estava tudo bem e mostrei a saída para ele e depois de alguns minutos saí também. 

O que está acontecendo comigo? Eu estava tão bem sem ele por perto... E agora, não consigo nem respirar sem pensar nele, em suas mão me segurando, me beijando.

Ahh Liam, o que você faz comigo?

Só espero que ele realmente cumpra o que disse, espero que ele termine. Não desejando o mal para a tal Sophia, mas eu ficaria com um peso enorme na consciência por ter transado com ele sendo que ainda está com ela. 

 Tenho que parar de pensar nisso um pouco. Deixe-me ver...O que eu quero nesse natal? Minha mãe. Fazem quatro ano que estou aqui sem você, mãe. Sinto muito sua falta, você nem imagina. Eu faria qualquer coisa pra te ter aqui comigo, pra me abraçar e dizer que tudo ficará bem. 

- Sky, tenho um plantão até mais tarde hoje! Só estarei em casa amanhã! Se cuida, hein?! Tchau!

- Tudo bem, tia!

Ótimo. Sozinha em plena noite de natal. Então tá, vamos ver as novidades.

Peguei meu laptop entrei direto no Twitter, nada de legal. Espera! O que é aquela tag nos Trends Mundiais? Na verdade só era "Liam Payne", mas foi o suficiente para que eu clicasse. E então a notícia veio. Ele fez. Ele terminou com ela! Ele cumpriu! Ai meu Deus...isso quer dizer que ele...

- Alô? 

- Oi, é o Liam!

Merda.

- Liam?!

- Eu só tava vendo se o seu número é o mesmo.

Ouvi ele rir...Parecia nervoso.

- Ah. Você não deveria estar com sua família?

- Eu estou, nós estamos nos sentando na mesa. Sabe como é...

- Na verdade não. 

Dessa eu vez quem riu foi eu. Eu nunca saberei porque, deixe-me ver: minha mãe está morta, meu pai nem pensar, minha tia está totalmente envolvida com seu trabalho. Acho que já é o bastante. O silêncio que seguiu pareceu durar séculos.

- Por que você não vem aqui? Sabe, a gente podia passar a noite todo mundo junto. O que você acha?

- A-a-a-ah, legal. Claro! Se não for incômodo.

- É claro que não, passo aí daqui 5 minutos. Esteja pronta!

Não conseguia guardar o sorriso, era inevitável. Coloquei um casaco mais grosso e um cachecol para o frio e desci para a cozinha. Anotei um bilhete para minha tia e esperei até que ele chegasse.

 

- Então, eu vi que você...

- É. Foi meio difícil, sabe? 

- Aham.

Desviei o olhar para as luzes dos enfeites nas ruas através da janela. Em algum momento desde a última vez que nos vimos fora de Wolverhampton algo em nós mudou. Algo nos fez amadurecer por um lado.

- Chegamos.

Assim que ele abriu a porta para que eu descesse, o vento frio permeou minhas leggings fazendo-me arrepiar.

Liam só pegou minha mão e corremos até a porta da frente. Ele a abriu e senti um ventinho mais quente. Respirei fundo. O barulho das conversas vinha da sala de jantar; hora de socializar.

- Olá! 

A mãe de Liam já começava a se levantar.

- Mãe, essa é a Skylar.

- Oh, finalmente nos conhecemos! Liam fala tão bem de você, querida!

Ela me puxou para um abraço. Tive uma vontade enorme de chorar, foi um abraço de mãe que eu nunca tive, mas me segurei. Espera! Ela disse que....

- Ele fala?

- Claro! Às vezes até demais.

- Sente-se! Ficaremos felizes de ter mais um membro hoje a noite!

O pai de Liam disse e logo todos estávamos jantando juntos. As irmãs de Liam conversavam algo que parecia interessante, perguntaram mais sobre mim então contei praticamente minha história toda. Passava da meia noite quando todos subiram para dormir. 

- Obrigada.

Disse de repente assim que parei em frente à porta e me virei para Liam.

- Pelo o quê?

- Por tudo.

Encolhi os ombros. Ele tinha feito muito e pouco, mas tudo o que fazia me afetava de uma jeito positivo. Parece que toda aquela história de um ano atrás não havia acontecido. Sorri e ele se aproximou e me beijou enquanto seus braços passavam em volta de minha cintura.

- Você sabe que vou ficar por aqui por três meses, certo?

- O quê? Não era uma semana?

- Era, mas a turnê já acabou e só vamos voltar a trabalhar ano que vem. Então você me tem por mais algum tempo.

Ele sorriu e nos beijamos novamente. Ele me fazia tão bem, era tudo o que eu tinha naquela momento e já me bastava.

- Quer ser minha namorada? De novo?

Aquilo fez com que eu caísse na gargalhada. Mas eu realmente queria tentar de novo.

- Quero - sussurrei entre um beijo e outro.

Acho que teríamos continuado o beijo se o celular dele não tivesse tocado.

- Alô...O que você quer? Agente não tem nada pra falar... Não quero saber, tá? Tchau.

- O que foi?

Ele bufou enquanto colocava o celular de volta.

- Sophia. 

Algo me dizia que isso daria em confusão. Talvez sim, talvez não. Mas eu não me interessava por isso agora. Segurei seu pescoço e fiquei na ponta dos pés para chegar a sua altura e então o beijei.

- Você ainda ama ela?

- Não. Nem um pouquinho.

Era tudo o que eu precisava ouvir.... do meu namorado.

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