The Interview

Um simples entrevista poderia mudar a vida de algumas pessoas? Bom, e se o simples fato dela ter vindo de Wolverhampton mudasse completamente o rumo de suas vidas? Namorar alguém como eles não seria nada fácil...para nenhuma das duas!

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16. A Nova EU

 

1 ano depois...

 

- E como andam as coisas por aí? Sinto tanto sua falta!

A voz de Brittany  enchia meus ouvidos praticamente todo os dias desde que tomei a decisão de voltar para Wolverhampton. 

Ainda me lembro de como eu era antes e rio só de pensar naquela garota de 18 anos que sorria e chorava, sorria e chorava. É estranho pensar nas decisões idiotas que eu já tomei, em tudo o que fiz e vivi. Aquela garota imatura levou tanto tempo para tomar uma única decisão certa: voltar. Tudo o que eu tinha que fazer era voltar. Agora me sinto bem, curada de tudo o que ele me fez sentir, mas curada só das ruins. Ainda guardo muito bem as memórias e os momentos que passamos juntos. Sei que as coisas são e vão ser diferentes agora. 

- Tudo vai bem, como sempre....

Deixei o silêncio tomar conta da ligação. Desde que voltei a morar com minha tia Jenny e eu e Britt conversávamos pelo telefone, nunca ousei perguntar por ele. Provavelmente porque ele deve estar com uma família, uma carreira perfeita. A única coisa que tinha coragem de fazer era assistir vídeos da última turnê deles. Só isso, mas eu sabia que não aguentaria ficar sem perguntar à Britt.

- Britt... O que aconteceu com ele depois que eu fui embora?

Não conseguia vê-la, mas sabia que ela estava sorrindo, feliz por eu finalmente ter perguntado.

- Ele vem aqui sempre que pode, já que quase nunca tem tempo por causa dos shows. Sempre pergunta como você está e onde você está, mas só respondo a primeira pergunta...

Minha amiga continua guardando a informação que a fiz jurar não contar a ele. Se souber que estou em Wolverhampton, sei que irá procurar por mim. Não que ainda me ame, mas talvez porque queira perguntar algumas coisas ou simplesmente conversar. Nesse ponto, Brittany está cumprindo muito bem o que pedi. Mesmo que não a veja há um ano, só pelas nossas conversas sei que ela amadureceu muito sem mim. 

- Então...você ainda gosta dele?

A pergunta fez meu coração acelerar. Fazia um tempo que não pensava nas três palavras juntas com aquele nome. Ouvi a porta se fechar. Tia Jenny.

- Ahm...Jenny chegou, hora de arrumar a sala de jantar. A gente se fala mais tarde. Tchau!

Desliguei, grata por Jenny ter chegado. Não estava segura em responder àquela pergunta. Desci as escadas até o térreo, onde encontrei minha tia colocando algumas sacolas na mesa.

- Ah! Oi, querida!

Sorri e fui até as sacolas, ajudá-la a desempacotar. 

- Como foi seu dia? O natal é em alguns dias e aposto que as vendas devem estar à mil!

- Você nem imagina o quanto!

Acho que talvez jornalismo não foi bem o que deveria ter sido. Fui totalmente um fracasso. Assim que voltei pra cá, consegui um trabalho numa loja do shopping na cidade e estou muito bem com ele.

- Deixe que eu arrumo as coisas aqui. Já está tarde, o turno de hoje levou mais do que esperava, então saí tarde do hospital. Vou comer alguma coisa e irei descansar. Vá dormir, Skylar. 

Ela me deu um sorriso confortante e subi novamente as escadas. Minha tia não me pressionava a fazer nada, então eu a obedecia sempre. Entrei debaixo das cobertas e me encolhi segurando o celular de frente para mim.

Eu sabia que aquelas quatro palavras iriam sair uma hora ou outra, não importava quanto tempo passasse. Então encarando aquela foto tirada sob as estrelas no dia em que nadamos no lago, deixei escapar como num sussurro:

- Eu te amo, Liam.

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